A nossa ignorância nos exilou aqui
Com gente de pedra que fomos forçados a construir
A nossa ignorância nos aprisionou numa ilha
Sem samba e sem comida
A Sessão da Tarde inocentou a nossa malandragem
Enquanto meus amigos sonham na garagem
Eu não sei nadar e ficarei sozinha aqui
O que eles chamam de infância
Não existe por aqui
Os caras de pedra nos vigiam noite e dia
Vamos passar a juventude, vida e morte na ilha
Sem rock 'n'roll nem pizza
E enquanto nós somos lembrados
como descerebrados
O nosso sofrimento vira diversão
passando de mão em mão
"Eu ouvia Hendrix e Zeppelin enquanto este poema escrevia, sentada na terra, presa na ilha sozinha...eu não sabia de onde aquela música vinha."
2004
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não me responsabilizo pelas opiniões que os comentaristas expressam nas postagens deste blog.
Érica Mendes