Quando eu era humano
Um dia eu fui mortal
Eu nunca matei ninguém
Eu rezava, eu amava
Eu sonhava
Eu era bem legal
Quando eu era um elefante
Eu pesava muito, eu guardava tudo
Minha memória era sobrenatural
Um dia eu fui mortal
E eu morri por um pedaço de marfim
Eu acho que não há muita diferença
Entre ter uma tromba, ou um cigarro
Se eu posso ter mais
Do que eu preciso ter
Se eu posso ser mais
Do que eu sou capaz de ser
Quando eu era um cigano
Eu percorria o mundo todo
Na palma da tua mão
Eu era livre, eu enfeitiçava o luar
Eu roubava as virgens nas cidades
Eu era assim
Eu não vejo muita diferença
Entre ter um punhal e muitas leis
Se ciganos fossem reis
Não haveria muros nos impérios
Se ciganos fossem reis
Não haveria muros
Não haveria muros
Nos impérios.
Set’ 04
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Não me responsabilizo pelas opiniões que os comentaristas expressam nas postagens deste blog.
Érica Mendes